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O TERRITÓRIO SALENTINO

Localizado na extremidade Sul-oriental da península italiana, apresenta uma morfologia plana e aparentemente uniforme. Esta área é geologicamente constituída de uma estrutura calcária em toda a costa, conhecida como “Serra Salentina” separada entre elas de uma depressão convergente até o “Capo di Leuca”. As serras vão em direção ao mar em uma descida sutil. A paisagem é evidenciada pela marcante característica territorial. O território, com algumas exceções, é fundamentalmente rochoso, composto de camadas rochosas e bancos de calcário. Uma paisagem pobre de terra e muito freqüentemente privada de reservas de água. Por isso encontramos muitos poços, cisternas e outras modalidades de engenhocas para buscar água no sub-solo. Muri a secco (que são chamados os muros feitos de pedras sem argamassa), constitui em uma pedra muito dura, contornam as propriedades deixando toda a área com uma paisagem definida como “das pedras”. Além dos muros secos se encontram freqüentemente os “pignoni”, uma quantidade de pequenas pirâmides de pedra colocadas perto das entradas das fazendas. Eram usados para advertir os pastores a não utilizarem aquele terreno para a pastagem dos rebanhos. As construções mais significativas e freqüentes das edificações rurais são os “trulli” chamados de “furnieddhi”. São numerosas as “masserie” (casas construídas em pedras), algumas ainda em ótimo estado de conservação. No território Salentino existem até hoje, algumas construções monumentais como os “Menhir” (O termo Menhir vem do dialeto bretão e significa “pedra longa”. São longos paralelepípedos monolíticos – cerca de 4m de altura – denominados pietrefitta, ou seja, pedras encravadas nas rochas, que podemos encontrar agrupadas ou isoladas. Os Menhir testemunham a civilização megalítica e os elementos de uma sociedade bem organizada, que manifestava a própria cultura através dos seus monumentos. Desconhecemos sua origem e função, mas tudo indica que servissem como ponto de referência ou fossem instrumentos usados para medir o tempo. Estas construções também são associadas ao culto do Sol e, num modo geral, aos cultos fálicos. No Salento existem cerca de 80 Menhir, semelhantes aos presentes na Cornualha e nas ilhas Baleares.), os “Dolmen” (O vocábulo Dolmen deriva da fusão de duas palavras, também vindas do dialeto bretão: “dol” e “men”. Significam, respectivamente, mesa e pedra. Essas construções, que serviam como câmaras mortuárias, são as mais antigas da Europa e encontram-se espalhadas em diversos pontos do território salentino. Estes monumentos megalíticos são constituídos por um lajão de pedra, apoiado sobre dois ou mais alicerces verticais que não passam de 1,5m de altura. O mais interessante é que todas as partes que compõem o Dolmen foram extraídas de um único bloco rochoso.) e as “Specchie” (le Specchie, vocábulo de origem latina (“especulae”) que significa “ver”. São construções neolíticas feitas de pedras disformes, com até 10m de altura, base circular e, quase sempre, de forma cônica. Há a hipótese de que tenham sido utilizadas pelos caçadores para vigilância noturna e diurna, defesa do território e comunicação. Outros estudiosos acreditam que as Specchie eram uma espécie de sepultura, como aquela descrita por Homero a Heitor, no último canto da Ilíada.) as quais só podemos especular a origem. A paisagem urbana é caracterizada por construções influenciadas pela posição geográfica da península protegida pelo Mar Adriático e o Mar Iônio e também das atividades agrícolas. Um elemento fortemente característico do centro urbano de Salento e em particular na área “ellenofona” da Grécia Salentina, é representado pelas construções chamadas “casa a corte”. A casa a corte é uma típica habitação popular, que respeita as exigências e o percurso evolutivo de uma comunidade rural. São construções unidas em forma de U, onde as estradas passam em torno. A vegetação é herbária exatamente pelo clima, mas a alguns anos atrás era rica em florestas e bosques nas quais predominavam as Quercias as Leccio. Hoje encontramos uma vegetação de substituição, feita pelo homem para conseguir terrenos agrícolas. Dos terrenos desmatados, aqueles dotados de uma maior qualidade foram destinados a uma cultura de certa complexidade e variedade como tabaco, trigo de grano duro, e, não esquecer das oliveiras e também das vinhas autoctonas Negroamaro, Primitivo, Malvasia Nera e Bianca de Lecce.

 


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A HISTÓRIA DE SALENTO

 

Salento, é a mais antiga das terras pugliesas, certamente a mais fiel aos modos ancestrais de sua civilização; um modo espiritual complexo desde a origem, como testemunham os simbolismos geométricos arcanos, humanos e solares, as cenas de caçadas e da vida cotidiana nas antiqüíssimas pinturas rupestres encontradas nas grutas marinhas de “Zinzulusa”, “Romanelli”, do “Cavalo”, de Porto Badisco. É aquela que antigamente se chamava Terra d’Otranto, uma união mesmo que heterogênea, culturalmente mais grega que latina, onde poucos cidadãos ricos, em Otranto, Gallipoli, Nardó, Galantina, são mais visíveis que uma infinidade de pequenos centros habitados, na maior parte dos casos distantes da costa sempre ameaçada.

Coração aristocrático e pulsante é Lecce, uma realidade culta criada pela classe dirigente que enriqueceu trabalhando a terra.

Próximo ao mar Adriático, em Porto Badisco, foi encontrado um sinal importantíssimo para a História de Salento. Algumas dezenas de anos atrás, quase por acaso, foi encontrada uma gruta natural, a Gruta dos Cervos, de origem calcária que era refúgio do homem pré-histórico em Salento durante o período Neolítico.

 

Salento é a região mais oriental da Itália, é uma terra  de fronteira. Também a sua história é testemunha da origem: como diz a lenda serem os cretenses os fundadores de Lecce, a história de Salento tem muito em comum com o Oriente, como se elas se fundissem numa mesma origem. E isso graças também ao Mediterrâneo, mar de extrema importância para o encontro da civilização que lá se encaminhavam. Na idade do Bronze a península salentina foi habitada por populações indoeuropéias indo até o sul atravessando os Alpes e prosseguindo acompanhando a costa adriática. As dezenas de “dólmen” (tipos de portais de pedra) e os “menhir” (monolíticos tipo obeliscos mas baixos) que foram encontrados no baixo Salento são uma prova deste período, mesmo tratando-se apenas de uma pequena parte que sobreviveu a tantas demolições.

Os primeiros habitantes desta terra, lá pelo século V a.C., foram os Messapicos, dedicados à agricultura, adestramento de cavalos e ao trabalho com cerâmica.

Esta população deu um determinante impulso ao nascimento da cidade, que naquela época se distinguiu pela presença dos monumentais muros.

Mas já no séc. VII A.C. colônias gregas haviam fundado, beirando a costa de cidades como Gallipoli, Otranto, Taranto que depois se tornaram pontos de referência da “Magna Grécia”, uma pequena mas prestigiosa capital daquela pátria mãe. Na área Sul de Lecce existe ainda hoje uma quantidade muito grande de localidades onde ainda se fala grego, ou melhor, o griko. A área “ellenofa” (onde se fala a língua grega) compreende nove comunidades (Calimera, Castrignano dei Greci, Corigliano d'Otranto, Martano, Martignano, Melpignano, Soleto, Sternatia, Zollino), mas antigamente ocupava toda a faixa que se estende em arco, de Gallipoli até Otranto. Nesta área os traços gregos são presentes na arquitetura, na música popular, na gastronomia. Os elementos gregos, unidos com aqueles salentinos, consentiram em um aumento cultural autônomo, e todo original.

Depois da guerra tarantina, Salento se tornou uma província romana do ponto de vista administrativo, mas não cultural. Os Romanos desfrutaram da sua posição estratégica ramificando as redes viárias provenientes de Urbe, fazendo de Brindisi o ponto final da Via Appia e Traiana e construindo portos como San Cataldo e Roca.

Os contatos com a margem balcânica foram intensos até as invasões de Goti, Longobardi e Bizantini. Estes últimos exercitaram por longos séculos seus domínios, deixando nesta terra uma marca indelével como em nenhum outro lugar. A lenta mas constante penetração da Igreja do Oriente caracterizou a vida religiosa, primeiro através da chegada de indivíduos isolados em fuga das perseguições religiosas ou políticas, mais tarde difundiram o monoteísmo, em particular aquele inspirado em São Basílio. Os Basiliani instituíram então comunidades religiosas, recolhendo em torno deles a população dividida entre as orações e o trabalho no campo.

 

Outro capítulo importante é aquele onde o território de Salento estava na mira expansionista dos Turcos. Um acontecimento tristemente memorável é aquele que implica Otranto, em 1480 atacada e saqueada por uma poderosa frota comandada por Acmet Pascia, na qual a resistência foi punida com a morte de oitocentos habitantes. Foi este um dos episódios que deu início à construção das torres de guarda. Realizada a partir do ano 500, no reinado de Carlo V, as torres costeiras constituíam um sistema de controle visual à distância que serviam de defesas de emergência por ocasião das incursões pelo mar. Estas torres são agora visíveis ao longo de grande parte da costa pugliesa e a de Salento, em particular, conserva uma boa parte da estrutura da construção íntegra. No mesmo período, Lecce se tornou uma das cidades mais belas e importantes do período, a segunda foi Nápoles, como centro da atividade cultural e artística que, além de atrair nobres e estudiosos, deram impulso à definição de seu estilo barroco implicando também de imediato o território e irradiando em um grande arco a graça, a harmonia mas também a força rompante e “bizarra” do novo gosto. Material mais apropriado, por ser maleável e macio, o calcário leccese (a “PEDRA LECCESE”),foi utilizada em edifícios civis e religiosos em estilo barroco. Lecce e todo Salento se enchem de pequenas figuras de crianças, animais mitológicos,estruturas arquitetônicas elaboradas, balaústres originais esculpidos no mármore dos pobres, como era conhecido o calcário leccese. Na Grécia Salentina, Corigliano d’Otranto, Melpignano, Soleto constituem o exemplo mais rico de tal expressão de arte. Uma competição e um esplendor sempre crescente na qual se distingue o bispo Pappacoda, ao qual se deve alguns entre os mais significantes edifícios. Nasceram neste período academias e houve a disseminação de religiosos, promotores de iniciativas culturais ao passar do tempo.

 


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A COSTA SALENTINA

A costa Salentina, maravilha da península italiana, possui 300 Km de costa caracterizada por longas praias arenosas, alternando com recifes rochosos, às vezes baixo às vezes de uma altura incrível. Partindo de Torre Chianca, na província de Lecce, se encontra uma pequena praia arenosa com um mar cristalino, com a possibilidade de férias com toda estrutura e conforto: do bar ao restaurante, da animação à música ao vivo, e também aos torneios. Neste local se encontra “Le Cesine”, Parque Estadual “Úmido”, de grande importância nacional pela sua vegetação rara e parada obrigatória da fauna migratória.

Também em San Foca e Torre Dell’Orso, as praias são bastante arenosas, muito freqüentadas no verão, chegando aos Lagos Allimini, vizinho a Otranto, a areia se torna mais fina e acompanha os recifes rochosos, tornando a paisagem mais característica. Mais ao Sul, se encontra a enseada de Porto de Badisco, onde existe uma gruta chamada Grotta dei Cervi, onde foram encontrados desenhos do período Neolítico, se chega também a Santa Cesárea, conhecida localidade termal, caracterizada pelos recifes rochosos e vários complexos residenciais no estilo mouro e as famosas Termas de água sulfúrea, muito procurada pelas suas aplicações terapêuticas.

Uma esplêndida costa rochosa, com altos recifes rochosos margeando o mar, grutas, (e naturalmente um mar cristalino) é a característica da costa de Castro, com as suas famosas grutas “Romanelli”, “Zinzulusa”, etc, e prosseguindo, da Tricase a Gagliano del Capo, se encontra no final do salto da bota italiana, Santa Maria de Leuca, rica de recifes rochosos intercalados de praias arenosas, local de mágica atmosfera feita de infinitas colorações e sensações: do mar, dos reflexos prateados das oliveiras, do vermelho do por do sol, o perfume do mar, dos contornos das antigas torres.

Na costa Iônica encontramos Ugento, cm praias de areias douradas e ótima estrutura receptiva imersa no verde, depois se chega a Gallipoli, onde se encontram praias arenosas e de rica vegetação, e prosseguindo por Santa Catarina, até Porto Cesareo, outra localidade muito freqüentada pelo turismo balneário VIP, e continuando ao norte se passa por costas cheias de reentrâncias e arenosas, com parques marinhos.


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O CLIMA DE SALENTO

 

Salento é sem sobra de dúvida, uma terra de caráter mediterrâneo também no clima, com temperatura tépida no inverno e quente no verão. A temperatura média anual oscila de 12 a 18 graus centígrados, sendo que em Julho e  Agosto, mêses mais quente do ano, seu valor médio é de 25 a 37 graus centígrados. Como o vento é praticamente sempre presente nessa região da Púglia, os dias são sempre agradáveis também nas épocas mais quentes do ano, refrescando e limpando o ar.


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